sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Crítica: O Dia em Que a Terra Parou | Um Filme de Scott Derrickson (2008)



Esse filme estrelado por Keanu Reeves é uma refilmagem de um clássico de 1951, que através da ficção cientifica, ostentava uma mensagem política forte que abordava o temor presente da bomba atômica e da guerra fria. Essa refilmagem chamada "O Dia em Que a Terra Parou(The Day the Earth Stood Still, 2008) direcionou seu foco num alerta para os seres humanos em relação com os cuidados com o planeta e sua sobrevivência. O filme começa com uma esfera que entra na orbita terrestre trazendo um mensageiro alienígena chamado Klaatu (Keanu Reeves) com um alerta, e passa a ser estudado por muitos, entre eles também pela cientista Dra. Helen Benson (Jennifer Connelly). A mensagem trazida do espaço: Klaatu tenta fazer um alerta para que a humanidade pare de destruir o planeta, e tenta negociar uma forma de que a mesma mude a forma como trata o globo, o que seria a única forma para o planeta terra sobreviver. No entanto, o alienígena ganha sinais de que é impossível dialogar com uma espécie que tem em seu instinto a agressividade, a violência e a ganância como prioridade. As consequências das atitudes tomadas pelos lideres da nação americana, estampam a perspectiva infeliz que a raça humana não perde por esperar.

A interpretação de Keanu Reeves como alienígena emissário do Armagedon, está excelente dentro das possibilidades. Uma interação homem/alienígena forte, com Keanu passa um ar de mistério através de uma expressão andrógena, sinistra, que mesmo sendo interrogado pelas autoridades militares americanas, o personagem amedrontador do interrogatório ainda fica a cargo dele, e que promove cautela dos humanos quando dialogam com ele. Jennifer Connely sempre elegante em tela parece ser a única interessada a atender ao pedido do alienígena, mesmo percebendo que todos expressem temor pelas retaliações alienígenas. E quanto à ameaça alienígena que aterrissou no Central Park de Nova York – um monstruoso robô gigante de grande poder bélico chamado Gort – desperta a atenção das pessoas a princípio, e depois pavor descontrolado quando se confirma o anúncio apocalíptico emitido por Klaatu caso suas exigências não fossem atendidas. Apesar das sofisticações dos efeitos visuais hoje disponíveis, o robô Gort mantem um design retro, com linhas semelhantes ao do clássico de 1951.
Com uma direção previsível, muito por se tratar de uma refilmagem, esse remake ainda consegue implantar conceitos diferentes do original com sabedoria. Os cuidados com o meio ambiente hoje tem a mesma importância que a temática politica e nuclear tinha na década de 50. E se o crédito deve ser dado alguém, que seja ao roteiro, mesmo direcionado com outro foco, conseguiu manter vários elementos do original preservados com ênfase. Por fim, "O Dia em Que a Terra Parou" é um trabalho elegante, que não tem nenhuma semelhança com outras invasões alienígenas criadas para ser um blockbuster. Apesar da diplomacia ter falhado, e uma eminente ameaça alienígena se confirmar, o vilão dessa história é interpretado sim, pela raça humana – nós mesmos – que em sua maioria insistimos na não preservação do meio ambiente e na sua sustentabilidade.   

Nota:  6,5/10     
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