terça-feira, 21 de agosto de 2012

Crítica: Millennium II – A Menina que Brincava com Fogo | Um Filme de Daniel Alfredson (2009)


 
Essa produção sueca é baseada no sucesso literário da trilogia Millennium de autoria de Stieg Larsson, e a continuação do filme “Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”. Por enquanto essa sequência há somente na versão sueca, porém após o sucesso criado pela visão de David Fincher sobre o primeiro capitulo da trilogia, também estrelado por Noomi Rapace, porém com Daniel Craig como protagonista, criou-se uma enorme expectativa de seu retorno com foco nessa empreitada.

A história dessa segunda parte, Lisbeth Salander (Noomi Rapace) vivia afastada, após realizar um roubo perfeito que a deixou rica. Depois de muito tempo viajando, volta a Estocolmo, onde monitora de longe seu ex-parceiro Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que se livrou da acusação judicial injusta – história abordada no primeiro episódio – e retornou ao comando da revista Millennium. A trama ganha emoção e contornos quando Mikael descobre os corpos de dois jornalistas que estavam recentemente trabalhando para a revista e o ajudavam a montar uma reportagem sobre o tráfico sexual da Europa. No local do crime é encontrado pela polícia uma arma de propriedade de N. E. Bjurman – curador da tutela de Lisbeth – que também foi assassinado, com as digitais de Lisbeth. Todas as pistas apontam para ela como autora dos assassinatos. Certo que Lisbeth não cometeu os assassinatos, Mikael passa a investigar os homicídios em busca dos verdadeiros culpados e em paralelo Lisbeth inicia uma investigação própria para provar sua inocência quanto a esse caso. A procura pelos verdadeiros culpados leva a dupla ao encontro de Zalachenko, e logo traumas do passado de Lisbeth voltam a lhe atormentar.

Nessa sequência Noomi Rapace repete seu papel de hacker e investigadora solitária que lhe deu destaque para protagonizar produções como “Prometheus” e “Sherlock Holmes – O Livro das Sombras”. Com um visual que a deixa quase irreconhecível, seu desempenho apenas não supera a atuação anterior (Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres) na versão sueca. Sua trajetória de interpretações nessa trilogia sueca tem mantido a devida regularidade, apesar de o conjunto por si só ter suas limitações. Inegavelmente o filme é todo voltado a sua personagem, onde Mikael apenas margeia sua atuação.

A produção peca muito com elementos essenciais dentro da trama. A trilha sonora não acentua o clima de tensão vivido pelos personagens, cuja trama perde o ritmo constantemente, e a direção de fotografia deixa a desejar pela má qualidade da imagem, por vezes, muito saturada e com iluminação natural insuficiente para causar um efeito positivo na tela. O corte da imensidão de personagens literários, que pouco seriam aprofundados na tela por razões lógicas, talvez seja um acerto do roteiro e da direção.

Por isso o filme "Millennium II – A Menina que Brincava com Fogo", apesar de inferior ao primeiro longa, segue a narrativa de apenas contar uma história, do jeito sueco, apenas contado. Preconceitos a parte, mal posso esperar a apresentação da versão americana, de preferência filmada por David Fincher. Se for estrelado pelo Daniel Craig também, só vai acrescentar. Porque se uma coisa é certa, é que Noomi Rapace está tanto para Lisbeth, como Lisbeth para Noomi Rapace. 

Nota: 5/10 

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