segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Crítica: G.I. Joe – A Origem de Cobra | Um Filme de Stephen Sommers (2009)



A lembrança saborosa que tenho de minha infância televisiva dominical reside em minhas expectativas pelos desenhos animados que eram exibidos um pouco antes da hora do almoço. Era uma disputa de atenção entre a televisão e prato de comida, que quase sempre a televisão ganhava. A ansiedade por assistir mais um episódio inédito dos desenhos animados: Transformers, Thundercats e G.I. Joe - Comandos em Ação; era indescritível, principalmente depois da aquisição do televisor colorido. Caramba! Como estou velho. Naquela época TV colorida era artigo de luxo que somente o vizinho tinha, e que no devido tempo o obstáculo foi ultrapassado. 

Hoje já tenho por conferido a transposição para telona da franquia Transformers e o primeiro longa-metragem dos Comandos em Ação. Pela realização de uma produção dos Thundercarts ainda terei que aguardar um pouco mais, até ter esse sonho realizado. Como os robôs levaram seu tempo para surgirem, certamente os “Gatos do Trovão” terão o seu tempo para o sucesso. Portanto, como aqueles robôs de brinquedo, baseados na animação protagonizada pelos Autobots, os carros, tanques, aviões, helicópteros e bonecos dos Comandos em Ação eram objetos de desejo que eram uma tentação para qualquer criança de minha época – fabricados pela estrela, eram caros e muitas vezes inacessíveis aos bolsos dos pais dependendo do modelo. E como os importados Made In China ainda não haviam conquistado seu espaço no comercio como atualmente, a maioria ficava apenas na expectativa de um dia a XUXA sortear um em seu programa chamado o “XOU DA XUXA”.

Apesar de toda minha expectativa e simpatia pelos personagens G.I. Joe, quando eu conferi os trailers dessa produção, já tinha toda certeza do mundo de que qualquer sentimento de nostalgia pelos personagens deveria deixar de lado e guardado, porque naturalmente Stephen Sommers iria eliminar eliminou qualquer resquício de semelhanças ao que eu conhecia como o esquadrão de elite que combatia o grupo criminoso chamado “Cobra”. Porém eu não sou nenhum fã, daqueles que tem aversão a mudanças. Mudanças sempre serão necessárias para a transposição de uma mídia para outra. Porque convenhamos, se Michael Bay tivesse feito os robôs de Transformers igual à animação, ficaria mais para um filme do Jaspion, do que dos Autobots

Assim o filme G.I. Joe – A Origem de Cobra (G.I. Joe – The Rise of Cobra, 2009), cuja trama onde um grupo de soldados de elite de diferentes partes do mundo providos dos mais avançados recursos tecnológicos unem forças para combater um comerciante de armas chamado Destro e ascensão de uma ameaçadora organização criminosa chamada Cobra. Como todos os filmes de Stephen Sommers esse não é diferente. Exagerado do começo ao fim e que abusa de computação gráfica aos extremos, unindo bons momentos de ação aliados com humor, deixa esse longa-metragem de roupagem moderna com uma narrativa bem comercial. A ação frenética deixa o espectador em polvorosa, tamanha à quantidade de sequências visualmente vertiginosas, que apenas pecam ao exibir algumas cenas de carência de qualidade gráfica. 

Mesmo não tendo semelhanças físicas com a animação antiga a qual adorava G.I. Joe – A Origem de Cobra é bem feito, na mesma linha de outros blockbusters como Transformers. Pouco roteiro e muito apelo visual. Porém Sommers deixa tudo muito bem explicado ao espectador, apesar de não utilizar uma trama que ostente grande complexidade. E por mais divertido que possa ser esse filme, que teve o adiamento do lançamento do segundo episódio, esse segundo longa não me causa a mesma ansiedade para vê-lo que a animação despertava em mim quando criança todos os domingos. 

Nota: 6/10


2 comentários:

  1. As cenas de ação são boas e o ritmo frenético, em compensação os personagens são muito mal desenvolvidos.

    Por exemplo, o General Hawk de Dennie Quaid é quase uma figura nula.

    Abraço

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  2. Quase todos persongens são encarados, de forma que se comportem como brinquedos dentro um cenario maior. A melhor solução do roteiro, foi encher de flashbacks para dar alguma profundidade ao fator humano na trama. Acho que não uma estrategia muito eficiente, mas mesmo assim diverte.

    abraço!

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