sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Crítica: Doze Homens e Outro Segredo | Um Filme de Steven Soderbergh (2004)


Todo o elenco e direção de Onze Homens e Um Segredo voltam nessa brincadeira sequência para divertir mais uma vez o espectador

Qualquer um que goste de filmes onde há um desfile de astros e estrelas dividindo a tela no mesmo longa-metragem deve ficar atento aos lançamentos de Steven Soderbergh no cinema, ou correr para uma locadora mais próxima de você. É um dos poucos cineastas capazes de lidar, de forma técnica, com uma imensidão de egos talentos ao mesmo tempo, sem fazer injustiças. Quando Soderberg apresentou uma refilmagem de Onze Homens e um Segredo (2001), criou uma aventura urbana divertidíssima, que serviria para o futuro de ocupação para muita gente, para fazer uma sequência, quando surgisse uma oportunidade entre um trabalho significativo e outro. Assim "Doze Homens e Outro Segredo(Ocean´s Twelve, 2004), aproveita o tempo livre de amigos, para contar as consequências desencadeadas do primeiro filme. Enquanto no primeiro toda trama era voltada para o roubo de um cassino em Las Vegas, nessa continuação nos é apresentado uma disputa forçada pelo título de maior ladrão do mundo. Quando Danny Ocean (George Clooney) tenta levar uma vida honesta ao lado da esposa, Tess (Julia Roberts) surge o pretensioso francês, Raposa Noturna (Vincent Cassel), o afrontando com um desafio desnecessário, ao qual ele e sua equipe de ladrões se tornam vitimas de uma armação elaborada.


Como no filme anterior o roteiro é bem amarrado pelo roteirista George Nolfi, cheio de reviravoltas e nuances que dá espaço para exibicionismos de atuação, perfeitamente condicionado pela capacidade de realização de Soderberg. Toda a história é excêntrica, principalmente as atuações, surreais em certos momentos, com a única finalidade de divertir. Objetivo sempre atingido, até mesmo quando tudo dá errado, pela reação cômica da tragédia. Enquanto Danny perde um pouco dos holofotes, Matt Damon todo desajeitado clama por reconhecimento na gangue, dando margem para George Clooney e Brad Pitt lhe pregarem peças hilárias. O longa faz – através do roteiro - piada inclusive com o personagem de Julia Roberts. Ainda que Andy Garcia tenha jurado todos de morte, caso não cumpram com suas exigências, lhes proporcionando uma oportunidade de corrigirem seus erros, o ressarcindo dos valores surrupiados no filme anterior, Vincent Cassel não facilita a vida da quadrilha em nada. Porém Brad Pitt está aparentemente mais preocupado com uma reconciliação com a eis namorada Catherine Zeta-Jones, que tem um papel fundamental na trama, do que com o desenrolar da carruagem. Don Cheadle repete seu papel inventivo, ainda depositando toda sua fé nas decisões de Pitt, que permanece distante das relevâncias. O restante do elenco está excelente, à vontade em seus papéis - como se representassem personagens de uma série televisava – aprofundados em suas interpretações repetitivas, conscientes que todo o resto fica a cargo da produção e do talento de Soderberg.

Por fim, "Doze Homens e Outro Segredo" é um filme de férias, não do espectador propriamente, mas de Soderberg e de seus amigos, que evidentemente se divertem em sua realização tanto quanto a plateia, que não se cansa de ver tantas estrelas trabalhando juntas em prol do entretenimento mutuo. Por mais que esse filme não se mantenha espetacular se comparado ao anterior, ainda esbanja simpatia e bom humor sem fazer força.

Nota:  7/10
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