quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Crítica:Transformers: A Vingança dos Derrotados | Um Filme Michael Bay (2008)



O vilão Megatron volta dos mortos enquanto Michael Bay mata essa sequência

Após o término do primeiro filme que foi criticado pela excessiva preocupação com os efeitos visuais e nenhuma atenção quanto à história (apesar de apresentar ganhos lucrativos) veio rapidamente para dar segmento à franquia o filme "Transformers: A Vingança dos Derrotados" (Transformers: Revenge of the Fallen, 2008), uma clara oportunidade de fazer as pazes com a crítica e o público frustrado com a falta de atenção com o roteiro do filme anterior. O subtítulo em português dava a sutil impressão que algumas pontas soltas do primeiro filme haviam sido bem implementadas como premissa na sequência (proposital ou não). O retorno dos vilões sobreviventes. Portanto, a fuga de alguns Decepticons poderiam ser soluções estratégicas para criação de novas oportunidades de batalha para mais uma lucrativa sequência. No entanto, não passou de uma impressão que destruiu qualquer esperança quanto as melhorias no roteiro, onde os furos do primeiro filme somente mudaram de lugar, e mais nada. 

A história se passa cerca de dois anos depois que Sam Witwicky (Shia LaBeouf), ajudou os Autobots a salvarem o planeta terra das forças Decepticons que se mantinham desconhecidas pela humanidade. Apesar de todo o heroísmo de Sam permanecer desconhecido para a humanidade, ele ainda precisa lidar com suas inseguranças e limitações como todo jovem adolescente: ir à faculdade, namorar Mikaela (Megan Fox) à distância, sair da casa dos pais e ser independente, etc. Quando tudo estava indo bem, apesar das dificuldades comuns, Sam começa a ter estranhas visões – de símbolos extraterrestres – que desencadeiam novamente sua incursão em uma nova batalha para salvar o planeta. Sem saber, ele tem chave do conhecimento que fará toda a diferença na guerra contra os Decepticons ainda existentes – que resgatam Megatron de sua tumba submarina. Optimus Prime é derrotado numa batalha desleal, e Sam junta forças com um antigo conhecido, o Agente Simmons (John Turturro) para ressuscitar o líder dos Autobots viajando até o Egito numa cruzada desesperada por uma energia que lhe dará vida novamente.
Por isso, se houve alguma melhoria no roteiro, ficou fatalmente na premissa interessante e ponto final. Personagens clichês foram espalhados pelos 147 minutos de duração aliados a cenas de ação estonteantes. Elemento da produção que ganha cada vez mais vida a cada sequência dessa franquia. A produção tem apesar do patriotismo americano, ultrapassado fronteiras e continentes para dar maior impacto visual ao filme. Locações de proporções exageradas e exóticas para compensar atuações medíocres e estereotipadas conduzidas por uma direção robótica, que por mais que saiba conduzir espetáculos visuais e efeitos pirotécnicos como ninguém, precisa salientar urgentemente as interpretações de seu elenco. 
A interpretação de Shia como universitário está cada vez mais colegial. Seus trejeitos e reações quanto ao perigo estão ficando mais exageradas e embaraçosas do que antes, e considerando que não é mais marinheiro de primeira viagem, uma postura menos cômica não faria mal. Mesmo que o humor seja os pilares que sustentam essa franquia que inevitavelmente não pode se permitir a levar a sério. Ele ainda se comporta como um moleque que anda de mãos dadas com uma top model. Megan Fox, belíssima como sempre, ainda é uma promessa de atriz adiada. Os pais de Sam, Judy e Ron, interpretados por Kevin Dunn e Julie White são a comédia desse longa. O colega de quarto alienado de Sam é um clichê desnecessário, que inclusive no Egito se comportava como uma mala sem alça. Contudo, o eis agente do "Setor 7", interpretado por John Turturro, faz toda a diferença no conjunto, até mesmo quando pisa na bola.
Os efeitos especiais são impressionantes, mais numerosos e explícitos. Os robôs são um espetáculo, inclusive quando nem estão em forma de robô, porque os carros em movimento como o Camarro amarelo é um sonho de automóvel, que divide a tela com outras máquinas da indústria automobilística. Mas esses recursos tecnológicos são pouco aproveitados, devido às deficiências do roteiro. Os mesmos robôs brilhantes, que disparam tiros e fazem transformações mirabolantes, disferem falas dignas de uma animação do Cartoon Kids.
Por fim, “Transformers: A Vingança dos Derrotados” é um conjunto bem feito de cenas legais, em paisagens bonitas, com um elenco engraçado, para fazer algo que já havia visto antes – pelos mesmos. Algo que eu não havia pensado, e que também era um sinal expressivo para pré-determinar a qualidade desse longa, o curto tempo do primeiro filme para a sequência. Fazer bons roteiros, compostos de um timing comercial e narrativo, demora mais do que as transformações dos Autobots.

Nota: 6/10

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Trailer do Filme

Transformers A Vingança dos Derrotados Mucic Video

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