quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Crítica: Valente | Uma Animação de Mark Andrews & Brenda Chapman (2012)



Com a sofisticação da Pixar e o lirismo das produções da Disney

Essa animação chamada "Valente" (Brave, 2012), é o primeiro conto de fadas realizado pelos estúdios Pixar/Disney desde sua aliança. Também se trata do primeiro trabalho focado numa protagonista feminina, onde mostra a história (baseada em uma lenda celta) de uma pequenina princesa arqueira do reinado escocês, chamada Merida, que decide desafiar sua mãe, ignorando as tradições de sua família em busca de seu próprio destino. Mas sua busca cega de burlar um sistema conservador imposto por sua mãe à leva a procurar métodos nada ortodoxos que desencadeiam consequências inesperadas. 

Apesar da roupagem moderna resultante dos efeitos visuais da Pixar (principalmente as imagens 3D extremamente visíveis), ainda é uma animação típica dos estúdios Disney – em seu melhor estilo felizmente. Capaz de desencadear do espectador várias reações emocionais diferentes em uma só produção, você poderá se emocionar, rir, chorar e a tira colo, aprender uma lição no final. Seguindo a fórmula do sucesso da Disney, onde faz filmes para todos os públicos – obviamente criança não entra sozinha no cinema – essa animação vai agradar inclusive as “mães”, que por sinal, fazem parte do foco da temática familiar adotada.


Essa animação segue oportunamente o tradicional estilo de não tratar a criança como “infantil”, com piadas e conteúdo a altura, ao mesmo tempo em que exibe um humor apurado e sutil, que cairá somente no entendimento do espectador mais maduro. E mesmo com as canções – que geralmente eram uma tortura nos desenhos para os adultos – a trilha sonora funciona muito bem, que inclusive acentua o clima lírico da trama sem ser exagerado e cansativo. 


As vozes originais ficam a cargo de nomes não muito conhecidos do grande público, porém não completamente misteriosos: Kelly Macdonald, Emma Thompson, Robbie Coltrane, Julie Walters, Billy Connolly e Craig Ferguson – e a direção é divida entre Mark Andrews, Brenda Chapman e Steve Purcell. Apesar de que levar uma criança para o cinema para ver um filme legendado é como arrastá-la para o dentista.


Enfim, "Valente" torna-se a aposta dos estúdios responsáveis depois de seu primeiro fracasso de crítica (Carros 2), e que mesmo não sendo uma realização cujo potencial supere seus maiores sucessos (Procurando Nemo, Carros, Ratatouille, Wall-E e Toy Story 3), é imensamente divertido e envolvente. Trata-se de um filme visualmente técnico e de roteiro alinhado, cheio de indícios que escancaram as origens de sua paternidade sem sombras de dúvida. 

Nota: 7/10

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