quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Crítica: A Hora da Escuridão | Um Filme de Chris Gorak (2011)



Uma invasão alienígena invisível produzida pelo visionário diretor Timur Bekmambetov. O filme "A Hora da Escuridão" (The Darkest Hour, 2011), tem como foco, o papel de um grupo de jovens americanos em visita a Moscou, numa luta pela sobrevivência após uma invasão alienígena hostil. Esses extraterrestres compostos apenas de energia e aparentemente indestrutíveis estão dizimando todas as formas vivas ao seu alcance incinerando-as sem piedade. Esse grupo de jovens aos poucos unem forças com outros sobreviventes da aniquilação global que assola o planeta. Correndo contra o tempo pela busca por refúgio acabam conseguindo encontrar uma arma e uma solução que possa deter a ameaça alienígena antes que seja tarde. Um filme de premissa interessante e bem batida no universo da ficção cientifica não entrega nada de novo ao espectador. Apesar do trailer bem bacana visualmente – contribuição provável de Timur Bekmambetov – desperdiça recursos técnicos como uma trama que não envolve e menos ainda empolga. Em universo de possibilidades que o fim apocalíptico da raça humana proporciona através da invasão dos aliens e do genocídio, a história se prende a uma sequência interminável de gato e rato com os alienígenas que não convence. Se ao menos tivesse mantido um padrão visual crescente dentro da trama – a cena de Moscou deserta é igualmente fascinante a de Nova York exibida em “Eu Sou a Lenda” – como compensação dos furos de roteiro. Mas as coisas vão piorando ao decorrer do longa, através de soluções fáceis e exageros maus condicionados. 

Com um elenco americano desconhecido e pouco carismático, que não causa lamentação após a desintegração, não ajuda no conjunto. E do lado de lá, da terra da vodca e do caviar, recicla um elenco visto antes em filmes dirigidos pelo cineasta Bekmambetov, como cientista russo excêntrico que fez um papel melhor em “O Procurado”. Como referência marcante no gênero, o filme "A Hora da Escuridão" deixa a desejar feio. No entanto, não deixa de ser um programa legal e descompromissado se o espectador não levar os defeitos a sério. E se o mesmo, não fizer comparações com outros longas que marcaram época com o mesmo tema. Por isso, para aqueles que desceram a lenha em filmes como “Independence Day” ou “Guerra dos Mundos” por ser artificial demais, é preferível ficar anos luz longe desse filme, porque aqui o tombo é bem maior. E a febre de apostar na sorte – dando brecha para uma sequência no final é declarada sem cerimônias – assola esse filme sem vergonha nenhuma. Se a aceitação do público for coerente com os custos dessa produção, o surgimento de uma sequência será inevitável.

Nota: 5/10
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