segunda-feira, 23 de julho de 2012

Crítica: 30 Dias de Noite | Um Filme de David Slade (2007)


Baseado em uma graphic novel de Steve Niles e Ben Templesmith, sua história foi concebida para virar roteiro de cinema, mas devido ao fato que Niles era um completo desconhecido no meio cinematográfico, preferiu lançá-la em quadrinhos. Depois de algum tempo, sua minissérie já estava sendo disputada por vários estúdios para ser filmada, quando caiu nas mãos de Sam Raimi que produziu brilhantemente o tão esperado filme que dispensa o romantismo que cerca essas criaturas da escuridão. A história de "30 Dias de Noite" (30 Days of Night, 2007), se passa entre 18 de novembro e 17 de dezembro, em uma isolada cidadezinha chamada Barrow, localizada no Alaska. Essa região tem como característica geográfica, passar um mês sem o menor resquício de sol – o que justifica o nome dado ao filme. Aproveitando a certeza das noites interruptas, um grupo de vampiros invade a cidade dispostos a fazer uma chacina. Entretanto alguns moradores, liderados por casal de xerifes chamados Eben Olemaun (Josh Hartnett) e Stella Olemaun (Melissa George) tentam a todo custo se manterem vivos até que o sol volte a brilhar novamente.

Com uma trama original abordada de forma sinistra, à história foi feita sob medida para virar filme. A revista tem um potencial de um storyboard, transposta para a película sem distorções e preservando a violência explicita deixando qualquer traço de elegância de lado em nome de fãs do gênero que adoram uma carnificina banhada a sangue. Tanto os heróis como o vilão estão ótimos, deixando o filme em perfeita sintonia. Ben Foster – sempre marcante em cena – poderia ter se prolongado mais como o mensageiro da morte em tela. Mas o verdadeiro vilão, o vampiro Marlow (Danny Huston) traz a verdadeira convicção de um assassino em massa, nos poupando de esclarecimentos que justifiquem seus atos. A trama foi bem conduzida por David Slade, quando optou por uma narrativa fiel as suas origens com uma direção de fotografia belíssima de Jo Willems, ao mesmo tempo bem antenada com o formato cinematográfico que foca as ações dos ímpetos vampiros com ênfase e brutalidade, e as reações humanas diante do inevitável horror sem poupar o público da desleal luta pela sobrevivência. "30 Dias de Noite" é um filme que dispensa lirismos e enfatiza uma natureza brutal que agrada um espectador diferente daqueles que entopem os cinemas quando sai um novo episódio da série Crepúsculo. 

Nota:  7,5/10
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2 comentários:

  1. O filme é legal, o gore é muito bem colocado e a trilha sonora é ótima. Achei esquisito os vampiros ficarem um mês inteiro no lugar quando eles já tinham matado quase todo mundo nos primeiros dias.

    Em Stake Land os vampiros tambem não são romantizados, agindo basicamente como bestas a procura de comida.

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    1. A regra em vigor nesse filme é sim, que o sangue jorre mesmo. Porém, somente vem a agregar valor a esse filme.... realmente distante personagens sedutores e mágicos como a literatura juvenil veem a vende-los nos últimos anos.

      abraço

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