terça-feira, 12 de junho de 2012

Crítica: Terror na Antártica | Um Filme de Dominic Sena (2009)


Rumo ao Pólo Sul, a atriz Kate Beckinsale interpreta Carrie Stetko, uma delegada federal que, afetada por um caso que não acabou bem no continente, pede transferência para uma estação de pesquisas no ártico. Um pouco antes de terminar seu período de trabalho isolado entre cientistas e pesquisadores, ocorre um assassinato. Assim começa a corrida contra o tempo para desvendar o autor do crime, antes que a base seja fechada por seis meses em razão da chegada do rigoroso inverno. O longa-metragem "Terror na Antártica" (Whiteout, 2009), baseado em uma HQ de autoria de Greg Rucka (que também cumpre o papel de produtor executivo dessa produção) dirigida por Dominic Sena, faz um contraste com o gibi, com alterações benéficas a trama deixando a história adequada para o formato cinematográfico. A exemplo disso tem a revelação do assassino, que na revista encontra-se convenientemente no meio da história, enquanto no filme obviamente ficou para o final.

Com dificuldades no lançamento do filme, antes previsto para 2007, mas que foi exibido mesmo dois anos depois, demostrava sinais de problemas para a imaginação da critica, que não entendia o receio do lançamento.  O produtor responsável justificava a demora, por causa de uma pós-produção complexa, carregada de efeitos digitais, que precisavam estar acertados para reproduzir com fidelidade as condições climáticas do ambiente.  A neve, cada respiração que está em tela foi criada com recursos digitais demorados. Para quem se deslumbrava com as curvas da protagonista no filme “Anjos da Noite”, apenas terá uma palhinha de sua “beleza” no inicio do filme – com uma cena de chuveiro – e mais nada. Por mais que o CGI contribua para criação do elemento gélido, seu corpo escultural fica bem coberto pelas vestes necessariamente, quase o tempo todo, somente aparecendo seu rosto. Seu nome fica bem associado a personagens femininas fortes, visto por sua filmografia. Com a trama bem ambientada, em um jogo de gato e rato, bem condicionado apesar do desfecho sem nenhum estardalhaço, é um longa interessante que empolga e choca alternadamente. A cena onde a protagonista, devido ao congelamento precisa amputar dois dedos pode ficar encrustado na memória com tanta intensidade quanto à passagem do chuveiro. 


Nota: 6,5/10
___________________________________________________________________________

2 comentários:

  1. Filmes ambientados nos polos geralmente são interessantes, pelo menos pelo local diferente.

    Ainda pretendo assistir este.

    Abraço

    ResponderExcluir
  2. Não lembrava deste filme, gosto deste tipo de mistério e o filme realmente parece ser interessante!

    ResponderExcluir