segunda-feira, 11 de junho de 2012

Crítica: Táxi | Um Filme de Tim Story (2004)



Esse filme intitulado "Táxi" (Taxi, 2004), é uma refilmagem de uma aventura escrita e produzida por Luc Besson de 1998, o qual assume o mesmo papel nessa produção ianque. Essa refilmagem serve como arranque para a carreira de muita gente, desde o elenco até o diretor. Infelizmente para o público, não passou de uma marcha ré como entretenimento. Com Jimmy Fallon fazendo o papel de um policial “barbeiro” que perde constrangedoramente sua habilitação, se encontra em apuros quando precisa capturar um grupo de assaltantes a banco, formado por belas modelos, que escapam em potentes carros após os assaltos, o que tem estranhamente dificultado a captura. Assim ele pede ajuda a Queen Latifah, uma taxista proprietária de um possante taxi, e que saem pela cidade na caça dessas assaltantes bem motorizadas. 

O elenco, sem dúvida nenhuma foi uma baita derrapada, pelas performances medíocres tiradas a força de Fallon, recém-saído do programa Saturday Night Live para a telona. Latifah cheia de pretensões para o estrelato não corresponde à expectativa a qual foi delegada. É impossível acreditar que ela possa ser a única pessoa capaz de perseguir as malfeitoras a altura em uma fuga de carro. Uma das assaltantes é interpretada por Gisele Bündchen, famosa modelo brasileira, onde prova que como atriz ela era uma ótima modelo, em vista da falta de espaço para interpretação e excesso de pose. A direção encomendada ficou a cargo de Tim Story, de bem com a vida tendo o longa “O Quarteto Fantástico” para realizar. Esse filme não passou de um estágio remunerado para algo mais pretensioso a sua carreira. Tentar dar coerência a um roteiro horrendo feito esse, onde o elenco não contribui em nada, não é tarefa fácil.

Apesar do excelente suporte técnico cedido por Besson (produtor astuto muitas vezes quando inspirado) o condicionamento das imagens é feito com maestria, uma competência louvável, mas insuficiente para carregar um filme ao sucesso sem um roteiro melhor elaborado, mesmo em si tratando de um filme pipoca. Porém a culpa do fracasso desse filme não foi restrita, ao contrário, teve um enorme aglomero de fatores responsáveis que não contribuíam em nada na relevância da trama, que equivocadamente presumiu que convenceria com belas imagens, humor boboca e muita perseguição. Obviamente se perderam em algum ponto do projeto-trajeto, até ficarem completamente perdidos sem chance de retorno ao ponto de partida. A dica fica, e desculpem o trocadilho, mas esqueçam do táxi e peguem um ônibus – Velocidade Máxima – que estarão no lucro mesmo que já tenham visto antes.

Nota: 6/10



4 comentários:

  1. No trailer já dava para perceber que era uma bomba.

    Não tive coragem de encarar.

    Abraço

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  2. Há uns 5 anos, uma amigo me emprestou este filme, fiquei meses com ele e também não tive coragem de assistir... Continuarei passando bem longe!

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