sexta-feira, 15 de junho de 2012

Crítica: Quero Matar Meu Chefe | Um Filme de Seth Gordon (2011)



Essa comédia de premissa duvidosa e título bem chamativo, "Quero Matar meu Chefe" (Horrible Bosses, 2011), é uma surpresa de como funciona bem usando uma série de ideias desgastadas do cinemão de humor. Ela surpreende como poucas a disposição do público, mesmo sem trazer nada de novo para tela através do roteiro escrito por Michael Markowitz, John Francis Daley e Jonathan Goldstein, ou pela direção de Seth Gordon, que havia dirigido "Surpresas do Amor". Em sua bizarra trama acompanhamos três amigos (Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis) revoltados com suas chefias, e frustrados profissionalmente. Assim o trio decide cortar o mal pela raiz – matando seus chefes – como solução de seus problemas. Dentre eles está o psicopata manipulador interpretado por Kevin Spacey, a dentista ninfomaníaca interpretada por Jennifer Aniston e o excêntrico incompetente Colin Farrell. Mas como seus empregados não entendem nada de assassinato, eles decidem contratar a ajuda de um consultor de homicídios representado pela estranha figura de Jamie Foxx. Mas como era de se esperar: nem tudo sai como planejado. 



Com uma história absurda, personagens estranhos, situações surreais, o improvável acontece: o filme ficou muito divertido. Provavelmente devido ao entrosamento do trio, que parece que se diverte tanto quanto o próprio espectador. Repleto de referências bacanas, faz inclusive uma homenagem ridícula ao filme “Pacto Satânico” de Alfred Hitchcock, atravês da interpretação de um sinistro Jamie Foxx. E mesmo tendo semelhanças estruturais que façam lembrar o filme “Se Beber não Case” (pelo escrachamento da trama), o espectador acaba até ignorando esses detalhes por estar ocupado com o drama insólito dos pretensos assassinos. A aplicação de clichês desgastados não fazem diferença, quando você está se divertindo. É uma comédia feita para ser engraçada sem pretensão de mudar o mundo, ou teorizar conspirações ilícitas dentro de sua empresa. Trata-se apenas de entretenimento. Além disso, se reparar bem nas entrelinhas, o filme está pulverizando a balde a propaganda dos anunciantes-patrocinadores – o merchandising corre solto na tela à respeito de carros e serviços americanizados de forma criativa, porque inclusive o elenco faz piadas – bem feitas – desse elemento que é impossível de não rir. E o melhor de tudo, é que "Quero Matar meu Chefepossivelmente terá uma sequência seguindo os passos de suas referências com pouca originalidade, mas com uma provável certeza de um bom programa de entretenimento. 

Nota: 8/10


4 comentários:

  1. Esse filme me surpreendeu, não esperava tanto e me diverti muito com ele, e com a proposta, que imagino, muitos gostaram rsrsrsrs. Brincadeiras a parte, é uma boa diversão.

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  2. O filme de Jason é maravilhoso. É interessante ver um filme que está baseado em fatos reais, acho que são as melhores historias, porque não necessita da ficção para fazer uma boa produção. Gostei muito de Race filme, não conhecia a história e realmente gostei. Super recomendo.

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