quinta-feira, 21 de junho de 2012

Crítica: A Colônia | Um Filme de Tsui Hark (1997)



Apesar de uma recepção frustrante de critica e público nos Estados Unidos, onde inclusive recebeu vários prêmios “Framboesa de Ouro” em três categorias – premiação dedicada aos piores do ano – esse filme chamado "A Colônia" (Double Team, 1997), é particularmente uma surpresa divertida. Desde que você não leve a sério a trama antiquada de narrativa ao estilo chinês de filmagem. Depois de Jean-Claude Van Damme importar cineastas como John Woo e Ringo Lam da China, foi à vez do diretor Tsui Hark fazer o milagre de alavancar definitivamente a carreira de Van Damme como ator de ação consagrado. Apesar de John Woo ter tido mais notoriedade nas terras ianques do que Tsui Hark, não se pode afirmar com certeza quem possa ter influenciado quem, já que Tsui estimulou muito a carreira de John, produzindo seus filmes quando ele ainda era um desconhecido do cinema chinês e mais ainda do grande público.

Assim nesse filme, cuja trama é focada na interpretação de Jean-Claude Van Damme, um agente especial aposentado que volta ativa, em uma missão de captura de um terrorista interpretado por Mickey Rourke numa operação equivocada. E assim, após uma sequencia de erros, além de não capturá-lo como planejado, ainda o agente especial é dado como morto, e levado para uma colônia de aprisionamento de ex-agentes, que através de seus conhecimentos passam a combater terroristas a serviço de governos indiretamente. O confinamento não o impede de escapar, numa fuga absurda em direção a Roma, onde conhece no meio tempo, um fornecedor de armas interpretado por Dennis Rodman – o jogador de basquete – que o ajuda em sua caçada por justiça. Com uma edição exageradamente estilizada, com personagens excêntricos e deslocados – como Rodman interpretando ele mesmo – ao lado de Van Damme, sem química nenhuma, sobra um vilão medonho interpretado por Rourke – sem noção alguma do papel ridículo que está passando. Por mais bem feito que a parte técnica exerça no todo não salva o filme da falta coerência do roteiro, carregado pela direção de Tsui Hark com cenas de ação improváveis, filmadas com ângulos diferentes, que saltam aos olhos de tão acelerado que são os quadros de filmagem. 

As cenas de ação do filme foram coreografadas por Sammo Hung Kam-Bo, criativo e audacioso na criação de ideias originais, quando o assunto é pancadaria. A luta no quarto do hotel, onde Van Damme duela com um adversário armado com um canivete que maneja com os dedos do pé, exemplifica bem a sem-vergonhice que a produção é capaz. O grande mérito desse longa é justamente seus excessos, de lutas inimagináveis, tiroteios intermináveis e explosões, várias explosões, feitas com gosto de não poupar esforços de causar efeito de estarrecimento sobre o espectador. Esses cineastas que falam mandarim gostam disso, e fazem funcionar bem essa fórmula na prática bem materializada em "A Colônia".

Nota:  6,5/10
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2 comentários:

  1. Gosto do gênero e assisti quase tudo do Van Damme, mas este filme é bem ruim. Considero "Golpe Fulminante" que Van Damme fez com Tsui Hark em Hong Kong bem melhor, onde até o chato do Rob Schneider funciona como contra ponto do herói.

    De Tsui Hark eu recomendo que assista "O Tempo e a Maré". É um sensacional filme policial de ação que utiliza bem os cenários de Hong Kong, inclusive numa ótima sequência de tiroteio num condomínio decadente.

    Abraço

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    1. Golpe Fulminante é melhor apesar da mesma formula utilizada. Valeu pela dica de filme... vou anotar e dica e em outra opurtunidade te envio meu parecer.

      abraço

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