quinta-feira, 10 de maio de 2012

Crítica: Aventureiros do Bairro Perdido | Um Filme de John Carpenter (1986)




"Aventureiros do Bairro Proibido" (Big Trouble in the China, 1986) é uma produção oitentista de terror soft que virou cult depois de dezenas de exibições em “Sessão da Tarde” e “Temperatura Máxima”. É quase impossível você não ter esbarrado com esse longa-metragem em um desses horários. Entretenimento escapista, cheio de furos de roteiro e um fiasco de bilheteria da época que bebia da mesma fonte de superproduções como "Indiana Jones" e "Goonies". Suas pretensões ficam claras na própria trama, quando fazem uma comparação ao clássico “Alice no País das Maravilhas” e o “Mágico de Oz”. Os seus contornos são da mais pura fantasia. Com uma trama cheia de marcações fantasiosas, o caminhoneiro Jack Burton (Kurt Russel), vai parar no bairro de Chinatown depois que a noiva de seu amigo é raptada por membros de uma gangue. Jack e seus amigos buscam recuperá-la antes que um mago chinês de 2000 anos consiga através dela sua ressurreição. Com um roteiro cheio de coisas bizarras - artes marciais, bruxaria, monstros de fantasia – vai dando o tom desse longa-metragem realizado nos moldes de outras produções do diretor.


Com uma produção feita a facão, cheia de bizarrices que beiram ao trash, com monstros ridículos, efeitos especiais com direito a raios saindo da boca e dos olhos de entidades malignas chinesas, neon e muito mais, o filme vira um clássico na memória de qualquer um que tenha nascido no final da década de 70. Dirigido pelo famoso John Carpenter, diretor de outros filmes como esse que flertam com o terror e a fantasia, sem deixar de lado o bom humor, Jack Burton entra para sua galeria de personagens canastrões e paspalhos que até hoje divertem como nunca. Talvez a maior sacada do filme, seja mesmo seu protagonista, fazendo lembrar outras produções da época como "Tango e Cash", onde Russel faz parceria com Sylvestre Stallone. Não é a toa que Russel foi parar nas graças de um cineasta como Quentin Tarantino, no filme “À Prova de Morte”, pois vários trabalhos de antigamente feitos por Russel tinham um que de Grindhouse por consequência. Tosco, mas ainda assim memorável pelo resultado extremamente simpático do filme.


Nota: 7/10
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